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ECUADOR - Financiamento do BNDES para projeto tem seguro |
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sábado, 27 de septiembre de 2008 |
Financiamento do
BNDES para projeto tem seguro
Valor Econômico -
25/09/2008
Francisco Góes
Financiamento de US$ 242,9 milhões feito
pelo Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a hidrelétrica de San
Francisco, construída pela Odebrecht no Equador, tem garantias que
reduzem riscos em caso de não pagamento. A operação tem seguro de
crédito e foi feita dentro do Convênio de Pagamentos e Créditos
Recíprocos (CCR), mecanismo que reduz risco de inadimplência em
operações de comércio exterior na América Latina.
O
CCR dá cobertura contra o chamado risco soberano e cobre o risco
comercial nas operações de exportação e importação entre países da
Associação Latino-Americana de Integração (Aladi). O mecanismo funciona
como uma espécie de compensação de créditos e débitos entre bancos
centrais da região. No empréstimo à hidrelétrica de San Francisco, o
BNDES assinou contrato com uma Sociedade de Propósito Específico (SPE)
do governo do Equador, que foi a importadora dos bens e serviços
vendidos pelo Brasil para o projeto.
Os valores aprovados pelo
BNDES para a hidrelétrica foram liberados em reais para a Odebrecht,
que os repassou à SPE. No início a Odebrecht tinha participação na
empresa, mas, após a conclusão da obra, a SPE passou a ser 100% do
governo equatoriano. Procurado, o BNDES confirmou o valor, mas não quis
comentou o caso.
O Equador está adimplente com o BNDES. Em
novembro, vence nova parcela do empréstimo. Para especialistas, há
prazo e margem de manobra para a negociação. O Equador perfaz quase 14%
da carteira de projetos aprovados e contratados pelo BNDES na área de
infra-estrutura na América do Sul.
O total da carteira é de
US$ 2,2 bilhões, entre operações contratadas que já foram desembolsadas
ou estão em fase de liberação desde 2004. A maior parte dos recursos,
US$ 1,1 bilhão, foi contratada para projetos de gasodutos na Argentina.
Nesses projetos, o BNDES financia a exportação de bens e serviços de
empresas brasileiras.
José Augusto de Castro, vicepresidente
da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), disse que, se o
Equador não pagar o BNDES, como ameaçou o presidente equatoriano, o
país não conseguiria cursar operações futuras no CCR, tendo de
conseguir outras garantias, mais caras, para operações de comércio
exterior. “É como se o país estivesse em default.
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